New England Patriots se prepara para o Draft

Por Marcos Neves,

Fala nação patriota, como anda a abstinência da bola oval?

 

Como diz o grande Everaldo Marques “setembro demora, mas sempre chega”. Enquanto o kickoff season não chega, vamos falar do, talvez, período mais interessante da offseason: o draft.
Antes de falar de nossas necessidades, melhores prospects e expectativas para o draft, vamos relembrar como foi nossa (ótima) free agency até o momento:

 

CHEGARAM: Terrance Knighton (DT), Nate Washington (WR), Chris Long (DE), Martellus Bennett (TE) e mais alguns nomes de menor expressão que devem brigar por uma vaga no 53 final, como do WR Chris Hogan e do TE Clay Harbor.

 

SAÍRAM: Dane Fletcher (LB), Chandler Jones (DE), Akiem Hicks (LB), Sealver Siliga (DT), Brandon Lafell (WR), Dominique Easley (DT), Chris Jones (DT) e Brian Tyms, dentre outros.
Tentar entender a mente brilhante de Bill Bellichick e adivinhar os seus planos pro draft seria um trabalho quase que impossível. Afinal, o draft dos Patriots costumam ser polêmicos e surpreendentes, como escolher um QB no segundo round tendo Brady inquestionável e Jordan Richards ano passado em uma escolha alta, quando o mesmo estava cotado apenas para a sexta rodada. Mas, com base nessas mexidas e no nosso roster atual, vamos tentar entender um pouco as nossas trades e o que esperar do próximo dia 28/04.

 


“Tentar entender a mente brilhante de Bill Bellichick e adivinhar os seus planos pro draft seria um trabalho quase que impossível. Afinal, o draft dos Patriots costumam ser polêmicos e surpreendentes”


 
Atualmente, graças às trades realizadas e às escolhas compensatórias recebidas, temos um número considerável de escolhas neste ano (11). Sendo elas: Duas de 2ª rodada (60 e 61), duas de terceira (91 e 96), cinco de sexta (196, 204, 208, 214 e 221) e duas de sétima (243 e 250). Bellichick é famoso por “trade downs”, como em alguns anos atrás, que trocamos nossa escolha de primeira rodada em pleno draft por algumas escolhas mais pra frente. Bellichick sempre preferiu uma quantidade maior de escolhas, de maneira à ter “mais chances de acertar um tiro, tendo mais balas disponíveis”. Até por isso é comum os Patriots se acostumarem à ter grandes nomes a médio prazo que foram selecionados em drafts inferiores e decepções em rounds altos.

 
Neste ano, acredito que faremos o oposto. É uma aposta quase unânime que Bellichick vai tentar um “trade up” com as escolhas de 3ª e 6ª rodada para alcançar possivelmente uma de primeira rodada, compensando assim a escolha que nos foi tirada por punição pelo deflategate. Vamos ver o que conseguimos. É claro que com essa quantidade de escolhas disponível, é bem provável que invistamos em várias posições diferentes ao longo do draft e por isso, vamos focar aqui nas posições mais carentes pensando nas escolhas mais altas (atualmente segunda e terceira rodada).

 
Mas e então, de que precisamos? Qualquer patriota ao redor do mundo apostaria em Offensive Lineman, perante ao caos da temporada passada. Temos dois bons centers e, caso Bellichick não repita os rodízios na OL do ano passado, esta posição não deve ser nosso foco. Temos dois ótimos tackles (Solder e Vollmer) mas que já estão em idade avançada e com histórico de lesões. Os reservas não são confiáveis e é quase certo que os patriots draftem um OT para suprir esta carência. O mesmo vale para os guards, posição hoje que conta com nomes pouco conhecidos e outros perseguidos pela torcida, como Marcus Cannon.

 
Além de reforços pra OL, acredito que os Patriots irão buscar talentos para reforçar o corpo de Linebackers e para a linha defensiva, especialmente DT. Tivemos uma baixa significativa com a aposentadoria de Jerod Mayo entre os LBs e temos uma necessidade em repor a linha defensiva com as saídas dos DTs Chris Jones e Dominique Easley, apesar da chegada de Knighton. Embora eu acredite que não gastaremos uma escolha tão alta nessa posição.

 
Penso que nossa secundária apesar de jovem (tirando Mccourty) é promissora e mostrou seu potencial ano passado. Talvez ganhe um reforço apenas nas rodadas mais distantes, a não ser que algum ótimo prospect esteja dando sopa na nossa vez. O corpo de recebedores também já está muito bem servido e provavelmente será nossa última opção no draft. Alguns mock drafts especulam draftar RB, o que eu acho bem difícil. Bellichick já tem seu RB titular e seu RB de terceiras descidas. Pra mim seria uma surpresa gastar um pick alto nesta posição.

 
Então, quem escolher? Separei abaixo os melhores prospects em casa posição carente em nosso roster e que podem “sobrar” até a nossa escolha lá no final da segunda rodada, caso não consigamos um trade up:
OL: O melhor nome disponível é o OT Laremy Tunsil de Mississippi. Entretanto, hoje ele possui a maior nota no site da NFL (7.6) e não deve nem passar perto de nossa escolha, pois está cotado para sair no Top 5. Nomes como Ronnie Stanley, Taylor Decker e Jack Conklin também devem sair no primero round. Acho que dentre nossas possibilidades, os nomes mais interessantes que podem sobrar até lá sejam o do OG Germain Ifedi (Texas A&M) e do OT Shon Coleman (Auburn).

 

 

Myles Jack (UCLA)
Myles Jack (UCLA)

LB: Uma posição crucial na defesa de Matt Patricia. O melhor nome do draft é indiscutivelmente Myles Jack (UCLA), mas alguns especialistas o colocam na mira dos Browns na segunda escolha geral. Jaylon Smith (Notre Dame), Kyler Fackrell (Utah State) e Scooby Wright III (Arizona) são bons nomes disponíveis.

 

Nile Lawrence-Stample
Nile Lawrence-Stample

DT: Com Sheldon Rankins bem cotado e A’Shawn Robinson e Robert Nkemdiche saindo provavelmente no Top 20, é possível que chegue um novo Chris Jones na posição de DT em Foxboro (Mississipi State) se gastarmos nossa primeira escolha nesta posição. Caso contrário, devem sobrar mais pro final apenas nomes do nível de Nile Lawrence-Stample (Florida State).

 

Vernon Hargreaves (Florida)
Vernon Hargreaves (Florida)

CB: Como dito anteriormente, creio que não seja nossa prioridade. Mas nomes como Vernon Hargreaves (Florida) e Jalen Ramsey (Florida State) seriam muito bem vindos. Mas como ambos devem sair entre as dez primeiras escolhas, melhor nem sonhar. Talvez se algum nome sobrar até a segunda / terceira rodada, podemos investir em Xavien Howard (Baylor) ou Kendall Fuller (Virginia Tech).
Fica a receio de não gastar mais escolhas altíssimas no lixo como nos casos de Aaron Dobson (2013) e Dominque Easley (2014) e a esperança de draftar bons talentos nas escolhas mais baixas, como um tal Quarterback na sexta rodada de 2000. Afinal, temos cinco escolhas de draft na sexta rodada este ano para tentar dar mais um tiro certeiro como aquele. On to draft!

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