San Francisco 49ers – Que venha um novo ano

REUTERS/Jeff Haynes (UNITED STATES  - Tags: SPORT FOOTBALL)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por Francisco Aquino,

 

Se pudéssemos de maneira concisa resumir o que foi o ano de 2015 do San Francisco 49ers, poderíamos dizer que foi mais ou menos assim:

 

• Início esmagador contra Minnesota e queda nos 4 jogos seguintes:

  (Photo by Ezra Shaw/Getty Images)

Após uma das mais, senão a mais, loucas offseason da história de nossa franquia, O San Francisco 49ers abriu a temporada enfrentando o Minnesota Vikings em Santa Clara. Mesmo desacreditada, nossa equipe ditou o ritmo do jogo com um ótimo controle do relógio através de corridas e passes curtos e a defesa foi gigante, restringindo Adrian Peterson a 31 jardas. Vitória por 20×3.

 
A sequência de jogos foi mortal para nossa franquia, jogos contra @Pittsburgh, @Arizona, Green Bay e @NYG foram não só um banho de água fria, mas, também, um choque de realidade a equipe. Nas semanas 3 e 4 nosso ataque foi restrito a 10 pontos totais e contra os Steelers o ataque só aparece no garbage time, ou seja, foi inexistente. Enfrentado uma das 5 piores defesas da liga, o time jogou bem mas não foi o suficiente para a vitória no MetLife Stadium. Nosso record já mostrava um indigesto 1-4 (W-L).

 

 

• Respiro contra os Ravens e fim dos offs contra Seattle e St. Louis:

O jogo pós a dramática derrota para o NYG foi contra o Ravens no Levi’s Stadium, os Corvos de Baltimore tinham uma campanha semelhante a nossa e também jogavam a vida no confronto. Com uma ótima atuação de todo o setor ofensivo, Kaepernick lançou para 340 jds e 2 TDs, mas novamente nossa equipe tomou um banho de água fria nos jogos seguintes. Enfrentando Seattle e @St. Louis, nosso ataque foi novamente inexistente sendo que tivemos tantos first downs quanto punts nos dois jogos.

 

 

• Defesa, altos e baixos – Liderança de Bowman, fraca secundária e afirmação de Aaron Lynch:

Nossa defesa vem jogando ao melhor estilo boom or bust. Com ótimos jogos contra Minnesota, Green Bay, Baltimore, Seattle e Atlanta, o setor mostrou que tem muito talento ainda, mas falta entrosamento e a lapidação de jogadores como Kenneth Acker, Jasquisk Tartt e Arik Amstead. Nos outros jogos, muita falta de comunicação e de mais experiência deixou a secundária extremamente exposta, deixando nossa defesa muito mal ranqueada estatisticamente.
A secundária continua sendo um problema, Tramaine Brock não consegue ser o corner shoot uot que precisamos para enfrentar grandes WRs, Eric Reid continua pecando nas coberturas e a falta de um Pass Rush confiável dificulta demais o trabalho dessa linha.
Mesmo com a defesa tendo dificuldades na pressão ao QB, o Sophomore Aaron Lynch tornou-se o principal Pass Rusher do time e vem correspondendo muito bem a responsabilidade. Líder de sacks da equipe, ele vem sendo o mensageiro do caos do 49ers.

 

 

• Ataque inexistente com Kaepernick:

Somando os jogos contra @Arizona, Green Bay, Seattle e @St. Louis, o ataque comandado por Colin Kaepernick somou 19 pontos TOTAIS. É compreensível um mal rendimento contando que ele fora o terceiro QB mais sackado nas primeiras 8 semanas da ligas, mas ainda sim é inadmissível a postura passiva do signal caller com relação as chamadas, a aceitação da pressão adversária e a falta de evolução em seu jogos. A impressão que tenho, assistindo aos jogos de Colin, é que ele joga da mesma forma que em 2012, porém ele não tem mais a read option a seu dispor e o inimigos já encontraram a formula para anulá-lo por completo. Tudo isso culminou em sua perda da titularidade.

 

 

• Decepção com o coaching staff:

Sobre nosso coaching staff não há muito que falar. Jim Tomsula foi jogado num incêndio e deram a ele um balde de água para apaga-lo. Todos já sabemos o resultado. Claramente ele não é um líder nato, como um HC deve ser, seus assistentes principais – Geep Chryst e Eric Mangini – não conseguem extrair o melhor de cada jogador e fica cada vez mais difícil apostar que nosso time vá vencer seus jogos com eles no comando.

• Lesões: Carlos Hyde, Anquan Boldin, Antoine Bethea, Reggie Bush:

Obviamente que nosso time vem com uma temporada ruim e, de certa forma, já esperada, mas as lesões de jogadores extremamente importantes piora a cada dia a situação do 49ers. Carlos Hyde joga desde a semana 2 baleado e ficou fora do jogo contra o Atlanta Falcons, seu retorno é esperado para o confronto contra o Seattle Seahawks no dia 22/11. Anquan Boldin já perdera 2 jogos na temporada e seu retorno parece mais difícil do que o de Hyde, WR trabalha no day-by-day tratando uma lesão no tendão e não tem previsão de volta. Antoine Bethea machucou o ombro no TNF contra o Seahawks e está no IR, assim como Reggie Bush que rompeu o tendão de Aquiles e ambos retornam apenas em 2016.

• Blaine Gabbert era?


Com Kaepernick barrado, o titular da equipe chama-se Blaine Gabbert. 10th escolha no draft de 2011, ele é considerado um dos maiores busts da história da liga, até então. Em seu primeiro jogo como starter dos 49ers, o QB mostrou muita personalidade lançando dois TDs e vencendo o jogo contra o contender Atlanta Falcons.

 
Claro que é muito cedo para dizer, mas, caso evolua seu jogo, seria Blaine Gabbert o homem a levar o San Francisco 49ers ao seu sexto Vince Lombardi? Isso só o tempo nos dirá, mas ele deve ser o cara de San Francisco até o fim dessa temporada, dado o novo animo que ele dera à equipe e os incessantes rumores de troca de Colin Kaepernick.

 

 

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