New England Patriots – Temporada Incógnita

Tom Brady fazendo aquilo que sabe.

Por Marcos André Neves,

Incógnita. Foi assim que começamos a temporada de 2015, cheios de dúvidas.

De um lado pesava o ego e o status de atuais campeões, do outro, as incertezas de uma free agency devastadora e um draft razoável. O time de 2015 era pior que o time campeão de 2014. A ótima secundária perdera dois importantes nomes (Darrelle Revis e Brandon Browner), perdíamos o experiente (mas em decadência) Wilfork e o backfield era uma incógnita após as saídas de Stevan Ridley e Shane Vereen. Por outro lado, a esperança era voltar às formações clássicas com dois TEs, com a vinda de Scott Chandler.

 

 

As dúvidas duraram pouco. Foram 119 pontos anotados em três jogos, e, posteriormente dez vitórias seguidas. Com Brady jogando como MVP contender, o 10-0 nos remetia à campanha invicta de 2007. Até que veio nosso principal inimigo: as lesões. Primeiro, o jogador mais versátil e surpreendente do elenco até então Deion Lewis. Chandler Jones e Jamie Collins por vezes ausentes, Mayo indo para mais um Injury Reserve e várias mexidas na OL. E é claro, o pior golpe de todos: a lesão do Edelman.

 


“De um lado pesava o ego e o status de atuais campeões, do outro, as incertezas de uma free agency devastadora e um draft razoável.”


 

Passamos a ter um ataque previsível e do 10-0 em diante, uma péssima campanha de 2-4, onde a defesa nos evitava derrotas maiores. Nos dois últimos jogos o time entrou em campo para não se lesionar. Afinal, os playoffs estavam garantidos. E pegamos caro por isso: duas derrotas e a perda do seed #1 da AFC para os Broncos. Para quem é fã do espetáculo Brady x Manning, sabe que neste duelo quase sempre quem joga em casa vence. E assim foi. Após uma vitória tranquila sobre os Chiefs, apanhamos (literalmente) dos broncos. Um pass rush do Caos. Some isso à uma marcação por zona de uma secundária fantástica. Lutamos até o fim, mas não deu.

 

 

Brock Osweiler celebra vitória sobre o New England na semana 12. Uma vitória até então inesperada ao time da casa.
Brock Osweiler celebra vitória sobre o New England na semana 12. Uma vitória até então inesperada ao time da casa.

 

 

Brady e Manning se encontraram pela 17 e última vez na final da AFC. Manning levou a melhor em um jogo muito emocionando em que o Broncos venceu os Pats por 20 a 18.
Brady e Manning se encontraram pela 17 e última vez na final da AFC. Manning levou a melhor em um jogo muito emocionando em que o Broncos venceu os Pats por 20 a 18.

 

 

Como análise da temporada, fica o gosto amargo da derrota de um time todo retalhado que se reinventou ao longo do ano e que tinha totais condições de “chegar lá”. Por outro lado, fica a grata surpresa de alguns atletas em evolução que prometem evoluções melhores ainda para os próximos anos, como Malcom Butler, Logan Ryan, Deoin Lewis, David Andrews e Keshawn Martin. A decepção fica por conta do fiasco da linha ofensiva e da baixíssima produtividade de Scott Chandler e de Aaron Dobson.

 

Tom Brady preparando jogada contra o Dallas Cowboys (11/2015, Arlington, Texas. (AP Photo/Brandon Wade)
Tom Brady preparando jogada contra o Dallas Cowboys (11/2015, Arlington, Texas. (AP Photo/Brandon Wade)

 

Avaliação da temporada: Boa. Fizemos uma ótima temporada regular, nos reinventamos com as lesões e o saldo foi positivo. Gratas surpresas se firmaram e com poucos free agentes neste ano, a tendência é fortalecer o time com aquisições pontuais no mercado e no draft. O que me preocupa são os free agents do ano que vem (2017), mas isso é assunto pra outro post.

 

Prevejo ventos melhores para 2016. In Brady and Bellichick we trust.

 

Saudações nação Patriota!

 

 

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