SAN DIEGO CHARGERS – OFFSEASON 2013

Logo San Diego Chargers - Futebol Americano NFL Pick6

O que mudou:

  • Sairam: Shaun Phillips, DE; Jared Gaither, OT; Louis Vasquez, G; Aubrayo Franklin, NT; Antonio Garay, NT; Antwan Barnes, DE/OLB; Antoine Cason, CB; Randy McMichael, TE; Atari Bigby, S; Takeo Spikes, ILB
  • Contratados: Dwight Freeney, OLB/DE; Danny Woodhead, RB; Derek Cox, CB; Johnny Patrick, CB; Chad Rinehart, G; Rich Ohrnberger, G; Max Starks, OT; King Dunlap, OT; John Phillips, TE; Jarius Wynn, DE; D.J. Smith, ILB
  • Continuaram: Danario Alexander, WR; Ronnie Brown, RB; Richard Goodman, KR
  • Draft: 11. D.J. Fluker, OT/G, Alabama; 38. Manti Te’o, ILB, Notre Dame; 76. Keenan Allen, WR, California; 145. Steve Williams, CB, California; 179. Tourek Williams, DE, Connecticut; 221. Brad Sorensen, QB, Southern Utah

 

Análise:

Mike McCoy San Diego Chargers - Futebol Americano NFL Pick6
Mike McCoy assume a vaga deixado com a demissão de Norv Turner. (Ron Chenoy | US PRESSWIRE)

A temporada de 2012 foi mais uma frustração para o torcedor do San Diego Chargers. Há três anos a equipe tem caído de produção, amargurando um bom tempo sem chegar aos playoffs. O torcedor de San Diego não aguentava mais ver seu time com bastante talento mas jogando abaixo do esperado e esperava mudanças. E elas chegaram esse ano. O time demitiu o general manager A.J. Smith. Smith fazia um bom trabalho nos drafts, porém nunca conseguia segurar seus jogadores. Permitiu que a maioria deles fosse para outras equipes, caso de Vincent Jackson, Darren Sproles, Antonio Cromartie, Michael Turner, só para citar alguns. Para tentar reverter a queda constante da equipe, o Chargers trouxe para a posição de general manager Tom Telesco que estava no Indianapolis Colts como como vice-presidente de operações de football. Telesco vem para tentar montar um time que volte a ter sucesso na NFL.

Assim como A.J. Smith, o técnico Norv Turner foi mandado embora. Turner é um bom coordernador ofensivo, mas como comandante de um equipe deixa muito a desejar. Tem alguns problemas chamando jogadas, e não adaptou seu esquema de jogo para a qualidade do elenco que tinha em San Diego. Para o seu lugar, Mike McCoy foi contratado. McCoy vem do rival de Denver Broncos, onde atuava como coordenador ofensivo. Em Denver, trabalhou com três quarterbacks diferentes e ajustou seu estilo de jogo para se adaptar melhor as qualidades de cada um. Entre Tim Tebow e Peyton Manning, McCoy organizou ofensivas completamente diferentes, e isso deve acontecer também em San Diego com Philip Rivers. Por causa de uma mistura entre jogadores saindo, linha ofensiva improdutiva e jogadas bizarra, Rivers viu sua produção caindo drasticamente nas duas últimas temporadas. Se tornou uma máquina de turnovers, e com Mike McCoy talvez o quarterback possa voltar a jogar na sua melhor forma.

Como disse, a linha ofensiva de San Diego foi uma das piores da liga ano passado, cedendo um total de 49 sacks. Rivers não tinha tempo algum para pensar, e com a pressão sofrida fez péssimas decisões. Tom Telesco priorizou estabilizar a proteção em Philip Rivers nesta offseason, contratando os tackles King Dunlap e Max Starks. Os dois jogadores chegam para competir diretamente pela titularidade como lef tackle do time. Starks protegeu durante muito tempo o lado cego de Big Ben no Pittsburgh Steelers, é um veterano que pode adicionar boa experiência na linha. Dunlap jogou pelo Philadelphia Eagles na última temporada, mas não foi muito bem por lá. Tem a tendência de se manter saudável e isso pode ser já uma grande ajuda para o Chargers. Para a posição de guard, o time trouxe Chad Rinehart do Buffalo Bills e Rich Ohrnberger do Arizona Cardinals. Rinehart teve um bom ano pelo Bills substituindo Andy Levitre, e deve contribuir muito por San Diego. Já Ohrnberger deve ser usado mais como reserva caso o time venha precisar.

Falando em running backs, a contratação de Danny Woodhead vai trazer mais versatilidade para o ataque dos Bolts. Woodhead tem condições de correr entre os tackles e de receber passes, ajudando também no jogo aéreo. Deve ser alocado em várias posições na ofensiva do Chargers e vai fazer um papel semelhante ao que Darren Sproles faz no New Orleans Saints.

Com a contusão do outside linebacker Melvin Ingram, que irá perder toda a próxima temporada, o Chargers precisou urgentemente se voltar para a free agency e contratou Dwight Freeney. Freeney jogou sua carreira toda pelo Indianapolis Colts como defensive end em um esquema 4-3, mas ano passado o time mudou de coordenador ofensivo e o veterano teve que se adaptar a posição de outside linebacker numa formação 3-4. Até que foi bem no seu primeiro ano jogando no novo esquema, e vem para San Diego com a mesma função de Indianapolis, botar o terror nos quarterbacks adversários.

A secundária também sofreu com algumas saídas. O cornerback Antonie Cason trocou o time pelo Arizona Cardinals. Cason foi uma escolha de primeira rodada que nunca atingiu seu potencial. Para seu lugar, chegou Derek Cox do Jacksonville Jaguars. Cox é um cornerback talentoso, mas passa mais tempo machucado do que jogando. Se conseguir ficar saudável nesta temporada, será uma ótima adição para a defesa do Chargers. Entre o grupo de safeties, só Eric Weddle é consistente. Para ver se resolve a posição, Marcus Gilchrist fará a transição de cornerback para safety.

Além de todo esse investimento pesado na linha ofensiva durante a free agency, o San Diego Chargers selecinou o ofensive tackle D.J. Fluker de Alabama com a sua primeira escolha do draft de 2013. Fluker é considerado o melhor right tackle de todo o draft e deve ser titular logo de cara pelo time de San Diego. Vai ajudar melhorar muito a proteção do lado direito da linha, mas sua presença será realmente sentida no jogo corrido. Tem muita força e é capaz de abrir buracos gigantes na linha defensiva adversária. Ryan Matthews que deve estar agradecendo por esta nova adição, ainda mais neste ano que ele precisa provar que é o cara para substituir LaDainian Tomlinson.

Manti Te'o San Diego Chargers - Futebol Americano NFL Pick6
Manti Te’o chega para ajudar o meio da defensiva do San Diego Chargers. (AP Photo | Darron Cummings)

Na segunda rodada, o Chargers escolheu o jogador universitário mais falado e citado pela mídia, o inside linebacker de Notre Dame Manti Te’o. Depois de se envolver na história do Hoax da namorada, e ter feito um péssimo jogo na final do BCS contra a Universidade de Alabama, Te’o ficou muito tempo nos holofotes dos noticiários esportivos. Mas apesar de todo esse foco, o ano dele em Notre Dame foi ótimo. Computou 103 tackles e 7 interceptações como sênior, e apesar de não ser um jogador atlético, Manti Te’o compensa sua falta de atletismo com inteligência e intuição para o jogo. Tem facilidade em diagnosticar as jogadas ofensivas, e com isso está sempre bem posicionado para fazer o seu papel. Pode formar uma ótima dupla ao lado de Donald Butler.

O recebedor da Universidade da California, Keenan Allen, foi um achado na terceira rodada. Allen foi considerado durante muito tempo como o primeiro recebedor a ser escolhido no draft, mas graças a um combine não muito bom teve que esperar mais do que imaginava para ser selecionado. Seu jogo se assemelha um pouco ao de Anquan Boldin do San Francisco 49ers, sendo uma atleta físico e com boas mãos. Rivers deve estar feliz por ter mais um ótimo alvo a sua disposição. Um grupo com Danario Alexander, Vincent Brown, Malcom Floyd, Antonio Gates e agora Keenan Allen é extremamente perigoso.

O cornerback Steve Williams, que também jogou na Universidade da California, foi o atleta selecionado na quinta rodada pelo San Diego Chargers. Apesar de sua baixa estatura, ele é um jogador muito ágil. Deve ser usado como terceiro corner em formações nickel, cobrindo os recebedores que estivem alocados no slot. Já na sexta rodada, San Diego escolheu Tourek Williams de Connecticut. Com a saída de Shaun Phillips e a contusão de Melvin Ingram, Tourek deve competir por tempo de jogo quando for necessário botar pressão para cima do quarterback adversário, em situações clara de passe.

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